A Libertadores é o Torneio de mais importância do Continente, mas nem sempre foi assim. Nos seus primeiros anos, muitos times davam preferencias aos seus Campeonatos Nacionais, estaduais e até mesmo trocando a Competição por excursões pela Europa- que financeiramente poderiam valer mais a pena.
Dos anos 80 para cá, a competição foi ganhando o destaque que dela se esperava- pela mídia e clubes e desde então a Libertadores se garantiu como o principal torneio do continente. Com o seu crescimento e afirmação, a Libertadores não podia deixar de abrigar a famosa “politicagem”. Ela proporcionou que o torneio aumentasse consideravelmente de tamanho- fazendo com que mais times se classificassem para o torneio e por vezes, equipes de pouquíssimo potencial, fazendo com que o nível de competição fosse reduzido.
Mesmo tendo um povo apaixonado pelo esporte e todas as suas peculiaridades de seus respetivos povos- que poderiam dar um charme ainda maior para competição, a Libertadores émuito mal vendida e comandada. Não existe suspensão por acúmulos de cartões amarelos, por exemplo, a tabela pode ser alterada para que dois times do mesmo país não disputem final e ainda existem estádios que para um jogador bater um escanteio necessite da força policial como proteção para evitar levar pedradas.. Em comparação a torneios Europeus em organização, ainda encontra-se em fase primitiva.
Com a bola rolando, é possível encontrar bons times e bons jogadores. Os jogos são bastante brigados e principalmente nos países de maiores tradições no continente as torcidas são um espetáculo todo especial. Sendo assim, vamos ver quem tem chances de passarem para a próxima fase:
Grupo 1: Santos, Internacional, Juan Aurich (Peru) e The Strongest (Bolívia).
Descrição: Neste Grupo encontra-se os dois últimos campeões da Competição: Internacional e Santos. O grupo aparenta tamanha facilidade para os dois últimos campeões- pelos elencos de qualidade e maior tradição no futebol, mas precisam ficar com os olhos bem abertos. O que causa mais preocupação serão os jogos na altitude- 3.400m de Chiclayo (Peru) e 3.640m de La Paz (Bolívia). Se os gigantes do grupo conseguirem se impor, não terão tantas dificuldades. Para os Bolivianos e Peruanos, apostar na altitude e em uma retranca fora de casa na esperança de somar alguns pontinhos e virem a surpreender.
Palpites
Internacional e Santos.
Grupo 2: Flamengo, Olímpia (Paraguai), Emelec (Equador) e Lanús (Argentina)
Descrição: As tradições das camisas poderão colocar Flamengo e Olímpia como os favoritos do grupo. Apesar de não apresentarem grande sucesso recentemente, as duas equipes tem jogadores experientes e apaixonadas torcidas que poderão “jogar junto” com as poderosas camisas. Emelec é uma incógnita. Teve um primeiro semestre excelente na última temporada, mas no segundo caiu bastante de produção. Tem no fator “altitude de quito” o seu diferencial para conseguir um algo a mais. O Lanús é o time “do quase”. Consegue fazer boas campanhas no campeonato Argentino, mas na hora de assumir uma posição de briga por títulos, nunca consegue se impor. Vai precisar muito mais de uma simples boa campanha para ir além.
Palpites
Flamengo e Olímpia
Grupo 3: Bolívar (Bolívia), Junior Barranquilla (Colômbia), Unión Española (Chile) e Universidad Católica (Chile)
Descrição: Um grupo que tem tudo para ser um dos que tenham mais gols da competição. As quatro equipes têm em seus estilos a característica de fazerem jogos abertos quando jogam em seus domínios. Universidad Católica e Junior ficaram as margens de rivais de seus países durante a temporada e apostam na Libertadores para voltarem a terem os holofotes sobre eles. Bolivar tem o poder da altitude de La paz- mas em Libertadores pouco consegue surpreender. O Unión Española corre por fora, mas até por ter outro gigante do país no mesmo grupo, dificilmente conseguirá se impor na briga por uma classificação.
Palpites
Junior Barranquilla e Universidad Católica
Grupo 4: Fluminense, Arsenal de Sarandí (Argentina), Boca Juniors (Argentina) e Zamora (Venezuela)
Descrição: Libertadores sem Boca Juniors não era Libertadores. E uma das equipes mais tradicionais do Mundo está de volta a competição. A equipe conquistou o último Apertura do Campeonato Argentino de forma invicta e sofrendo apenas 6 gols em 19 jogos. Se não bastasse o último retrospecto, tem a força da camisa e a mística da La Bombonera para intimidar seus rivais. Mas em 2008- assim como nesta temporada, o Galático Fluminense não se intimidou como Boca, eliminando o bicho papão Argentino nas semi-finais. A equipe carioca montou um elenco estrelar para conquistar seu primeiro título internacional. Apesar de não ter força na camisa no continente, poderá ir longe devido a qualidade de seu plantel. Por coincidência, caiu no mesmo grupo do Arsenal novamente em 2008, em uma das maiores atuações do Clube, golearam a equipe Argentina por 6×0. Com pouca torcida e com poucos pontos para fazer a diferença, Zamora e Arsenal devem ser meros coadjuvantes no grupo.
Palpite
Fluminense e Boca Juniors
Grupo 5: Vasco, Nacional (Uruguai), Libertad (Paraguai) e Alianza Lima (Peru).
Descrição: O Grupo mais difícil, ao lado do Grupo 8, da Libertadores. Três equipes- Nacional, Vasco e Libertad, brigam pelas duas vagas no grupo. O Nacional é a equipe que disputou mais jogos e a que fez mais gols em toda a história da Libertadores. Vem com a força estabelecida após a conquista do título Uruguaio e tirando seu grande rival, Penãrol, dos Holofotes após alcançarem a decisão da última Libertadores. Apostam no bom momento futebolístico do país e na força de sua torcida para irem longe. O Vasco- primeiro Campeão Sul-americano da História (1948) e Campeão da Libertadores no ano de seu centenário (1998), retorna a competição após uma última temporada em que saiu da escuridão- que parecia não ter fim. Aposta na base Campeã da Copa do Brasil, semifinalista da Sul-americana e Vice-campeã Brasileira para conseguirem ir além. O Libertad tem sido o time da moda no Paraguai nos últimos anos e presença constante nas fases agudas dos torneios sul-americanos.Conseguem sempre ir longe, mas na hora de decidir- a pouca torcida no país e a história de construção da força de sua camisa impedem do clube ir mais longe. É o clube do Presidente da Federação Sul-americana. O Alianza- apesar da grande torcida no país e da experiência em competições internacionais, conta com a péssima fase do futebol local como peso contrárioe deverá ter dificuldades para equilibrar forças com os demais times do grupo.
PALPITE
Vasco e Libertad
Grupo 6: Corinthians, Cruz Azul (Mexico), Nacional (Paraguai) e Deportivo Tachira (Venezuela)
Descrição: O Campeão Brasileiro foi bem recompensado. O Corinthians caiu em um grupo fraco, nenhum bicho-papo e a tendência é que o time passe em primeiro, com sobras. Fazer boas campanhas na primeira fase tem sido marca recente do Corinthians nos únicos anos, mas o peso e pressão que a mídia e a torcida colocam sobre a necessidade e importância do time conquistar sua primeira Libertadores, acabam quase sempre sendo insustentável para os jogadores. Fazer uma primeira fase bem feita poderá ser a receita do time ir além. Nacional e Cruz Azul deverão brigar pela segunda vaga no grupo. Na teoria, Cruz Azul tem mais potencial, mas difícil saber se o potencial será equivalente a vontade- já que os Mexicanos, em sua maioria, não costumam dar muita bola para o torneio. Nacional apresenta mais garra do que técnica. Esta garra poderá ser importante- principalmente nos jogos dentro de casa. O Tachira quer plantando melhores apresentações para colherem com o devido direito sobre e grande evolução do futebol Venezuelano. Corre por fora no grupo.
Palpites
Corinthians e Nacional
Grupo 7: Chivas (Mexico), Defensor (Uruguai), Velez (Argentina) e Deportivo Quito (Equador).
Descrição: Grupo bastante equilibrado. O Velez-devido suas campanhas recentes em torneios internacionais, pode ser apontado como o grande favorito do grupo. Mas a última temporada de altos e baixos colocaram dúvidas sobre o potencial do clube para esta temporada. Mas mesmo com esses altos e baixos- o clube foi longe na Libertadores e semifinalista da última Sul-americana. O Deportivo Quito chega com os holofotes por ter conseguido tirar o Equador do domínio da LDU. A equipe apresentou uma defesa muito sólida e faz de seu estádio um grande caldeirão- e ainda contam com a presença da temida altitude. O Chivas é uma das poucas equipes Mexicanas que levam a Libertadores a sério- a ponto de terem conseguido chegar a uma final em 2010. Porém, o péssimo início no CampeonatoMexicano (5 jogos com 4 derrotas e 1 empate), pode tirar o foco do time da competição de um continente que não é o seu. O Defensor corre por fora. É um time que joga feio- faz poucos gols e sofre poucos gols e espera nesta regularidade, ir achando resultados que possam leva-los adiante- assim como em 2009- que chegaram as quartas de finais após eliminarem nada mais nada menos que o Boca nas oitavas.
Palpites
Velez e Deportivo Quito
Grupo 8: Godoy Cruz (Argentina), Nacional de Medelin (Colombia), Penãrol (Uruguai) e Universidad de Chile (Chile)
Descrição: Ao lado do Grupo 5, o mais difícil desta fase. O Universid de Chile apresentou o melhor futebol na última temporada no continente. Porém, acabou desmanchando grande parte de seu time com venda de jogadores. Porém, algumas peças fundamentais- que servirão como espinha dorsal, continuaram. Mas em 2010 o clube também tenha um ótimo time e conseguiu remontar a base 1 ano depois. Basta saber se a política de contratar jogadores desconhecidos no continente, novamente dará certo apresentando um futebol para os fãs de alto nível- assim como na última temporada. O Atlético Nacional chega com dúvidas para esta temporada. O clube conseguiu o título Nacional no primeiro semestre e relaxou no segundo, não atingindo nem os playoffs. A equipe não joga a Libertadores a 4 anos e tem um título do continente na bagagem (1989)- início da época que o futebol Colombiano começava atingir seu auge muito por conta do envolvimento de chefões do crime organizado fazendo lavagem de dinheiro nos clubes. Precisará jogar em seu auge para disputar uma vaga de igual para igual. O Gigante Penãrol conta com a força de seu estádio, o apoio de sua magnifica torcida- uma das mais bonitas do continente, e a manutenção de boa parte dos jogadores finalistas da última edição. Um segundo semestre abaixo do esperado colocou em dúvidas o potencial da equipe para este ano. O clube para poder ir alémdeverá apresentar o mesmo estilo solidário da última temporada e fazer bom uso dos mandos de campo. O Godoy Cruz jogará pela segunda vez seguida a Libertadores. A equipe se caracteriza por jogar e deixar jogar, mas a ausência de força em sua camisa tem um peso importante para o clube ter dificuldades de jogar de igual para igual com adversários de renome em seu grupo.
Palpite
Universidad de Chile e Penãrol


Espectacular :venia: :venia:
Como vocês dizem, esse artigo está muito Massa ! !
Obrigado por toda a info, deve ser a primeira que irei acompanhar a Libertadores atentamente, muito Obrigado.
Parabéns Leonardo :venia: